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Covid-19 e o Trabalho

A Covid-19 trouxe mais mudanças para as relações e o ambiente de trabalho brasileiro que um século de conquistas sociais, ativismo político e movimentos sindicais.

Seus impactos obrigaram à migração de um contingente enorme do ambiente corporativo para o regime de home-office.  Hoje, praticamente, todos os profissionais que não dependem de presença física para desenvolver suas tarefas estão trabalhando no ambiente familiar junto a filhos, gatos e cachorros.  Do dia para a noite, o isolamento imposto pela pandemia empurrou goela abaixo das empresas a adoção do teletrabalho,

A Covid-19 fechou lojas, consultórios e escritórios, acabou com empregos e profissões, criou novos serviços e muita ansiedade.  Inaugurou novas rotinas, sofisticou as operações de logística, acabou com o provável, abraçou o possível e continua desafiando com o impossível.

Assim, restaurantes sofisticados e outros nem tanto, adotaram o sistema de delivery.  Farmácias e supermercados aumentaram seu contingente de entregadores.  A telemedicina, ainda que timidamente, foi reconhecida e legalizada por decreto, liberada aos profissionais, individualmente, e aos planos de saúde.

Colégios, cursos e treinamentos de toda espécie, sessões de psicanálise e outras terapias passaram a utilizar meios remotos. Reuniões, debates e workshops por Webnars se multiplicaram.                                                                                                                Novas tecnologias, inteligência artificial e IoT entraram, definitivamente, na rotina do esforço de sobrevivência que as grandes catástrofes demandam.  

Por fim, mas, extremamente, importante no que tange as relações laborais foram publicadas as MPs 927/20 e 936/20 vieram regular e prever:

  1. Pagamento de Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda (posteriormente fixado em R$600,00)
  2. Redução da jornada de trabalho e de salários, por até 90 dias;
  3. Suspensão temporária do contrato de trabalho pelo prazo máximo de 60 dias;
  4. Manutenção do contrato de trabalho pelo tempo de sua suspensão ou de redução da sua jornada e salário.
  5. As medidas acima mencionadas serão implementadas por meio de acordo individual, ou negociação coletiva e alcança, apenas, os com salário inferior a R$3.135,00, ou os com diploma superior que percebam salários até duas vezes o limite máximo do RGPS.
  6. Antecipação de férias individuais e suspensão de férias para trabalhadores da área da saúde e serviços considerados essenciais;

Sem poder ainda afirmar como será o mundo do trabalho pós Covid-19, um fato resta claro, ele já não é o mesmo e nunca será como antes.

Gloria Faria 27/04/2020